Disciplina, Técnicas Eficazes

Por vezes os mais pequenos ficam zangados

Por vezes os mais pequenos ficam zangados

Quando a Luísa nasceu, numa das primeiras consultas a nossa pediatra deu-nos uma folha, com o seguinte título: “Disciplina, Técnicas Eficazes”, – para levarem para casa e lerem com atenção – disse-nos.

Lembro-me de na altura ter achado todas aquelas regras um bocadinho exageradas, mas eram os olhos e o coração de uma mãe recente e ingénua.

A verdade é que no decorrer do crescimento dos nossos filhos temos aplicado algumas delas e com algum sucesso lá vamos conseguindo dar alguma disciplina aos nossos terroristas.

Recentemente, ao arrumar uma gaveta dei com a folha de papel, que há uns anos me pareceu demasiado sistematizada e agora nem por isso… Hoje partilho-a convosco.

  1. Inicie a disciplina após os 6-9 meses de idade.
  2. Elogie com frequência o comportamento positivo.
  3. Ignore comportamentos se importância: ex. Balançar as pernas, comer mal à mesa, amuo.
  4. Seja consistente com as regras e assegure-se que ambos os pais estão de acordo com as regras.
  5. Faça regras que sejam justas e razoáveis; ex. Não castigue o chuchar do dedo ou o medo da separação.
  6. Enuncie claramente e com brevidade o comportamento aceitável ou apropriado (cerca de uma palavra por ano de idade) ex. “Anda, não corras”.
  7. Regras com prioridades: concentre-se em apenas algumas regras inicialmente e dê prioridade à segurança, prevenção de danos a outros, e depois a caprichos ou birras.
  8. A ordem não deve ser repetida mais do que uma vez sem uma ação subsequente.
  9. Use técnicas de disciplina apropriadas à idade:
    • Crianças pequenas (até 2 anos) e em idade pré-escolar (3-5 anos): use distrair, ignorar o mau comportamento, mover fisicamente ou levando-o, colocar fora de atividade e consequências naturais e lógicas para as ações;
    • Idade escolar a adolescência: use os acima descritos mais a perda de privilégios e negociação via conferências familiares;
    • Adolescência: consequências lógicas e conferências familiares acerca das regras da casa: deixe de usar o colocar fora da atividade.
  10. Use as consequências com eficácia:
    • A consequência deve seguir logo que possível a infração;
    • Não entre em discussões com a criança enquanto a está a corrigir: este é um modo de a criança adiar o castigo;
    • Não dê explicações longas para a razão do castigo quando a criança se porta mal; se necessário, eles devem ocorrer depois do castigo ter acabado;
    • Torne as consequências breves (ex. O tempo de fora de atividade deve ser um minuto por ano de idade, até um máximo de 10 minutos);
    • Administre as consequências antes de ficar zangado – não grite, humilhe, ou abuse verbalmente a criança;
    • As consequências devem ser apropriadas à idade e não indevidamente duras;
    • Após as consequências mostre amor e confiança; não insista numa desculpa depois;
    • Critique o comportamento, não a criança.

Fotografia da autoria de Niklas Hellerstedt

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